A curiosidade é minha marca principal. Procuro sempre investigar, conhecer, debater.

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Compartilhar o que aprendemos é deixar um legado para as futuras gerações. Além disso, é sinônimo de generosidade e também uma tentativa de ensinar a construir um mundo melhor, um mundo integral, onde tudo e todos importam porque são partes do todo. Compartilhar conhecimento é construir um mundo holístico.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019


SEM DISCRIMINAÇÃO E COM RESPEITO

O corpo é uma ciência exata, não uma filosofia!





Essa semana li na revista que recebo do CFP, uma reportagem sobre atletas transgêneros. Mas não vou entrar no mérito (ou não) desse artigo e nem falar contra ou a favor de transgêneros. Mas preciso demais expressar minha indignação contra a relatividade da ciência nesses casos.
O texto começa com as seguintes perguntas:
Quais elementos determinam o sexo de uma pessoa? A existência ou não do cromossomo Y? O percentual de testosterona ou progesterona no corpo? Ou seria a forma como a pessoa se percebe?
Já na primeira pergunta, a resposta, mesmo para mim que sou leiga em genética e outras matérias da medicina, seria colocar na afirmativa as duas perguntas seguintes: a existência do cromossomo Y e o percentual de testosterona e progesterona no corpo!!! Isso é fato. O corpo é uma ciência exata e não uma filosofia. Homens possuem cromossomos XY e mulheres XX. Homens possuem mais testosterona e mulheres mais progesterona. Ponto. Não há relatividade nisso. E não há uma terceira opção. Não existe um cromossomo XXY que poderia descrever um transgênero. Infelizmente. Por mais que queiramos que isso seja verdade. Com isso, para certas atividades as mulheres não possuem estrutura física! Isso não impede que as mulheres exerçam quaisquer atividades consideradas mais masculinas. Por exemplo, serem estivadores! Mas a sobrecarga desse trabalho vai ser cobrada mais tarde. Da mesma forma para os homens. Nada os impede que façam algo considerado feminino, mas com certeza não será tão perfeito na maioria das vezes.
Homens e mulheres são diferentes! E viva a diferença! O que é lindo nisso tudo é justamente a diferença e não a igualdade! Devemos lutar pelas diferenças!
Mas, atenção!! As diferenças se equivalem, se igualam, quando falamos em justiça, em lei! Assim, para a lei, homens e mulheres possuem os mesmos direitos! São diferentes, mas iguais nas leis, inclusive nas Leis de Deus!
Estou falando que somos o que somos, não há como negar, mesmo que façamos cirurgias agressivas e mutiladoras, ou tomemos litros de hormônios, ou mesmo nos interessemos por alguém...igual! Uma vez mulher, pra sempre mulher. Uma vez homem, pra sempre homem! Não tem com fugir. Muitas pessoas tentando fugir disso ficam deformadas, esteriotipadas, ou mesmo morrem!
Não se reconhecer dentro do sexo de nascimento é papo para uma outra vez. Mas, de antemão fica claro que há algo de estranho nisso. Algo deu errado. Seja o que for, vale a pena investigar. Gostar do outro de mesmo sexo é uma coisa. Querer ser outra pessoa, é algo bem mais sério, grave e desesperador!

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

  ENVELHECER

ENVELHECER É UMA QUESTÃO DE TEMPO OU DE MENTE?
Ninguém pode duvidar que o envelhecimento acontece no corpo físico. Não podemos negar que o corpo, como uma máquina, aos poucos perde seu vigor e algumas coisas passam a não funcionar muito bem.
No entanto, a mente tem uma influência marcante nesse processo. Ela pode, inclusive, retardar o envelhecimento corporal. Pessoas que exercitam a mente têm maiores chances de desenvolver a longevidade e de chegar a uma idade mais avançada com saúde e vigor.
O exercício mental é importante também na prevenção de doenças como o Alzheimer e a Doença de Parkinson.
Exercícios simples e de pouco custo podem auxiliar bastante para o adiamento do envelhecimento.
Coisas como: montar um quebra-cabeça, palavras-cruzadas, xadrez, jogos de perguntas e respostas etc, são excelentes fontes de desenvolvimento da mente.
Mas nada supera uma boa leitura. Ler e estudar estão em primeiro lugar no rank dos exercícios bons para a mente.
A Bíblia é uma leitura extremamente importante em todos os sentidos. Você sabia que um doutorando precisa desenvolver uma tese onde se encontram em torno de cinco mil palavras diferentes? Pois bem, a Bíblia possui em torno disso, logo quando você lê a Bíblia é como se você estivesse fazendo uma tese de doutorado!
Além desses exercícios, podemos citar também a meditação. Estudos científicos têm mostrado que uma meditação diária de apenas quinze minutos, no mínimo, já é o suficiente para o aperfeiçoamento da memória e da mente. Então, procurar exercícios de meditação é outra dica muito boa para o desenvolvimento da mente e consequentemente do corpo e do espírito.
  
PERSPECTIVA DO FUTURO
Outro grande problema que as pessoas idosas enfrentam é quanto à perspectiva do futuro.
No nosso país, culturalmente, a aposentadoria tem um significado de fim do período produtivo e início da temporada de doenças e problemas. Mas em outros países, principalmente os orientais, isso não é verdade. Ainda hoje podemos ver em certos países um respeito marcante aos idosos como pessoas mais sábias. Isso porque uma pessoa que viveu mais...viveu mais! Possui mais experiência e pode com autoridade ensinar aos mais novos o caminho a seguir e principalmente o que não seguir.
Mas, infelizmente, alguns idosos acham que é o fim e que agora só precisam esperar a morte chegar.
Isso é uma mentira diabólica! O idoso pode e deve sim ser útil! Afinal, tudo que aprendeu durante toda a sua vida servirá para quê? Quem disso que um idoso não pode freqüentar uma faculdade, aprender outra língua, exercer uma profissão. Agora mais do que nunca ele pode tudo isso! Inclusive pode fazer aquilo que sempre desejou e nunca conseguiu porque tinha outras responsabilidades. Claro, há limites! Mas que são esses limites? Há tantos velhos que fazem coisas que os mais novos nem sonham. São atletas, correm, andam de bicicleta, nadam, enfim...
Há muitas coisas ainda a fazer! Portanto, o futuro do idoso tem um leque inimaginável de possibilidades.
Mas a maior delas é entender que para Deus não há aposentadoria!! O crente quando fica idoso tem que ter uma responsabilidade maior! Na Bíblia, encontramos pessoas como Abraão, Moisés, Josué e outros que trabalharam e eram bastante atuantes mesmo em idade avançada. A Palavra de Deus conta, por exemplo, que Moisés morreu em pleno vigor! (Dt 34.7).
Então, bola pra frente que há um futuro maravilhoso te esperando!

 A ARTE DE ENVELHECER
Mais uma vez, aquele que entra na terceira idade com a perspectiva negativa (chamamos em psicologia de expectativa catastrófica), com certeza irá ter problemas.
O envelhecimento deve ser encarado e vivido como uma fase natural da vida como as outras que passaram: a infância, adolescência, juventude, vida adulta. Todas essas fases são processos naturais e providências Divinas.
Sei que ninguém gosta de imaginar que se encontra na última etapa da vida. A expectativa da morte iminente é angustiante de fato. Mas, como Jesus disse: “Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida?” (Mt 6.27). Ninguém. Então o que temos a fazer é simplesmente viver aquilo que nos foi reservado por Deus. E viver bem, com saúde e feliz.
Mais do que qualquer outra fase da vida, a terceira idade é o momento de viver realmente. Agora se está mais experiente e consequentemente mais sábio. Sabe discernir melhor e optar pelo que é conveniente. Agora podemos viajar e fazer o que queremos porque os filhos estão criados, a carreira cumprida e a fé guardada (2 Tm 4.7). Essa é a hora! É agora e não antes e não depois.
Para saber como envelhecer basta ler a Bíblia e seguir os mandamentos de Deus e as muitas dicas de saúde que tem lá. Quer o exemplo de uma. Lá vai! Leia Mateus 6.25-34! É uma exortação para combater a ansiedade que é o grande mal do século, provocadora das grandes doenças!
Curta esse momento tão especial.
Sirva a Deus com o vigor dos seus muitos anos.
Exercite sua mente e corpo.
Relaxe, agora a vida é sua, toda sua!

quarta-feira, 21 de novembro de 2018


Erros, sim, cometemos. O importante é tomarmos consciência deles e de como consertá-los. Precisamos nos conhecer e conhecer nossos valores morais para isso. Além do mais devemos estar firmes na nossa autoestima e saber que escorregar acontece, levantar é mandatório, repetir o erro é inadmissível. Somos maiores que a soma dos nossos erros, portanto, competentes o suficiente para o arrependimento e o pedido de perdão e o ajustes de contas.

terça-feira, 6 de novembro de 2018

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              COMO LIDAR COM O ADOLESCENTE?      
                
O amor incondicional, por meio do qual a mãe aprova a imagem da criança, é substituído pelo condicional, ou seja, a imagem que ela espera, mas que o filho não sabe mais qual é.
Agora, para o adolescente os antigos cuidados e práticas amorosas são sentidos como invasões, porque ele sabe que seus pais os vêem diferente e toda ajuda compreensiva vem com um selo do tipo “Perigo, criança à vista”, mas ele agora não é mais uma criança!! O que fazer?
Quais as ferramentas para lidar com adolescentes?
– Conhecer bem cada adolescente, os seus pontos fortes, as suas fraquezas, amizades, etc.
– Revelar-lhe como é, o que lhe está a suceder e que sentido têm as mudanças que está a sofrer.
– Que conheça as suas limitações e as suas possibilidade.
– Ajudá-lo a esclarecer o que é a autêntica liberdade, distinguindo-a da libertinagem.
– Que desenvolva a virtude da fortaleza, para que possa fazer por si mesmo esforços pessoais.
– Fomentar a flexibilidade nas relações sociais.
– Sugerir atividades que lhe permitam estar ocupado.
– Que reflita nas influências negativas do ambiente, especialmente nas que derivam da manipulação publicitária e nas que motivam condutas sexuais desordenadas.
– Guiá-los para que adaptem as suas condutas às aspirações mais nobres e íntimas que descubram dentro de si.
– Que saibam desmascarar as manipulações publicitárias e as do meio ambiente, especialmente as do consumismo e tudo aquilo que não lhes permita meterem-se dentro de si mesmos e refletir.
– Que aprendam a procurar o silêncio, para que, sem medo, possam conhecer-se a si mesmos – a pensar e a refletir – e descobrir as suas mais profundas aspirações e fazer propósitos com decisão.
– Colaborar com eles para que descubram o valor e o respeito pela intimidade.
– Que se esforcem por pensar e refletir com rigor, evitando a superficialidade.
– A paciência e o amor, unidos a uma suave firmeza, são os recursos para libertar o jovem da esfera das suas impertinências.
– Evitar os enfrentamentos violentos. Permitir-lhe que se acalme perante as suas reações violentas.
– Manter a serenidade a todo o custo, para poder dialogar com ele.

Conhecer as companhias e os amigos do adolescente é muito importante, pois, é um momento de auto-afirmação, de buscar exemplos, ideais. Os pais devem ser claros e objetivos para ajudar a formar e manter relações positivas com seus filhos.
O jovem precisa conhecer as regras e os limites, presente em qualquer círculo social. “É importante que os pais mantenham o diálogo aberto e entendam que essa fase de mudanças é passageira, porém, importante na construção do futuro adulto.”
Para ensinar sobre a vida, é preciso ter tempo.
Não há uma “receita de bolo”, mas algumas dicas podem ajudar.
Frases do tipo “o que importa é a qualidade do tempo” são questionáveis. Perguntas sobre o sentido da vida, o amor, a morte etc surgem em momentos inesperados do dia. É bom que quem esteja ao lado para dar as respostas sejam os pais.
Os filhos precisam de exemplos. Quando os pais não estão presentes em suas vidas, eles vão procurar esses exemplos em outras pessoas...qualquer pessoa.
DISCIPLINA
Uma das coisas mais importantes ao criar um adolescente é prepará-lo para o dia em que ele sairá de casa e viverá como um adulto responsável.
O adolescente é ainda uma pedra preciosa que precisa ser lapidada (formatada). A disciplina fará isso. Ela vem da educação, valores, crenças e conceitos que o adolescente adquire na sua família, com seus pais. E são essas coisas que vão ajudá-lo a definir quem eles são e qual é o lugar ao qual pertencem.
Nessa idade, a palmada ou bater não é mais funcional. Esse recurso educativo agora passa a ser interpretado como uma violência irracional. A disciplina agora precisa buscar outros meios como diálogo ou sistema de recompensa/punição.
Agora é a hora dos pais mostrarem como agem os adultos, disciplinando com argumentos lógicos e contextualizados.
É certo que os adolescentes mesmo assim tendam a contrariar e responder. Então, tente jogar a questão de volta para eles. Coisas como: “deixa eu ver se entendi. Você disse que...”
“Por que pensa assim?”
“Como chegou a essa conclusão?”
“Vamos checar as alternativas”
Você verá que seu filho vai pensar e, na maioria das vezes, reconsiderar sua opinião. O adolescente está preparado para isso. Ele gosta de desafios, principalmente os intelectuais.
Não busque que seu filho seja uma cópia fiel de você, ao contrário,  ajude-o a desenvolver sua própria identidade e convicções dentro das normas éticas e morais.
Alguns adolescentes aprenderam desde crianças a insistir em um assunto até cansarem os pais e conseguirem o que querem.
A disciplina aqui segue o conselho de Jesus no Sermão do Monte em Mateus 5.37 – “seja o seu sim, sim e o seu não, não”. Mas não seja radical. Seja razoável. Peça ao seu filho a razão da sua insistência. Isso não vai (e não deve) invalidar sua decisão, apenas vai ajudar que seu filho reflita e que você o entenda melhor.
É claro que disciplinar não implica em ser pais perfeitos. Isso é utopia. Muitas vezes, você vai errar a mão e acabar magoando seu filho. Nesse caso, ainda como forma de disciplinar, reconheça seu erro e peça desculpas ao seu filho. Esse é um excelente exemplo.
DIÁLOGO
Para estabelecer uma conversa sadia e fazer com que o adolescente escute, é preciso acertar a dose entre rigidez e liberdade. Ser extremamente exigente vai deixar o jovem revoltado e sem qualquer disposição para o diálogo. Ao mesmo tempo em que abrir concessões demais passa a mensagem de que ele não é uma prioridade.
Como melhorar a conversa com o adolescente?
ü  Aprenda a escutar à não desdenhe do que o adolescente fala, não diga coisas do tipo “isso passa”. Escute com seriedade.
ü  Se os ânimos ficarem exaltados, evite piorar a situação elevando a voz ou brigando com o jovem. à na medida do possível espere que ele se acalme.
ü  Procure ter conversas sérias longe de familiares e amigos.
ü  Evite sermões e diálogos em tons de cobrança.
ü  Tente não ficar impondo suas próprias verdades. à faça com que ele reflita, mesmo que ele chegue a conclusão que você deseja. Sentir que ele tomou a decisão o deixa mais aberto ao diálogo. Tentar impor ordens garganta abaixo do adolescente não funciona.
ü  Não tente parecer adolescente. à a diferença de idades e funções devem estar claras.
ü  Procure conversar sobre tudo com seu filho.
ü  Não seja liberal demais. à ao contrário do que muitos pais pensam, a liberdade demais pode parecer ao jovem que os pais não se importam com ele.
ü  Monitore sua vida virtual, sem ser invasivo. à ele deve confiar em você.
RECOMPENSA E PUNIÇÕES
Estudos apontam que o adolescente responde melhor às recompensas do que às punições. E as recompensas nem precisam ser materiais. Um elogio pode fazer toda a diferença.
O sistema de recompensa possui um efeito psicológico melhor, como o aumento da auto-estima, senso de pertencimento e de aceitação grupal, influência positiva sobre o humor etc.
Em vez de castigo, restrição combinada, ou seja, a punição deve ser pré-estabelecida, antes de a falha acontecer.
O erro dos pais é usar mais restrição. Não se deve ter medo de desagradar o filho, mas deve-se saber quando dizer não.
A violência física ou verbal nunca deve ser usada como medida educativa. Ao bater e humilhar você ensina que essas são as maneiras de resolver problemas.
Também os pais devem evitar castigos intermináveis ou que ultrapassem mais de quatro dias, além da exposição do adolescente perante os amigos.

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

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PSICOLOGIA E TEOLOGIA

Não é de hoje que existe o impasse entre psicologia e religião. Os posicionamentos contrários aparecem como se ambos os assuntos fossem totalmente excludentes. Para alguns, a Psicologia prega o ateísmo e a religião prega a descrença na ciência. No entanto, se um olhar mais de perto for lançado para esse debate (ou diria embate) podemos nos surpreender ao perceber que tanto a Psicologia quanto a religião podem ser parceiras poderosas e de um único objetivo: o bem estar do ser humano. A questão da Psicologia com a religião ficaria deveras complexa e extensa se pensarmos em todas as religiões. Portanto, vamos nos ater àquela que nos interessa: o Cristianismo.
Uma observação antes: a pretensão de terminar esse debate/embate passa longe do objetivo deste texto, na verdade o que se pretende aqui é apenas sinalizar que existe sim uma forma de Psicologia e Cristianismo conviverem em Paz. Além disso, por mais que possamos por panos quentes em cima desse assunto, haverá sempre alguém para tocar o gongo de um novo assalto de discussões psicológicas e religiosas. Baseado no foco supremo de ambas as partes, isto é, no bem estar do ser humano, há, de fato, condições de tanto a Psicologia como o Cristianismo coexistirem pacificamente dentro de suas teorias e crenças sem que uma anule a outra ou sem que uma desminta a outra. Uma prova disso é que atualmente vemos uma grande quantidade de psicólogos cristãos. Como poderia uma pessoa servir a dois senhores, principalmente quando são (aparentemente) opositores sem desagradar a um deles? A Psicologia gira em torno de um gênio acadêmico chamado Dr. Sigmund Freud e o Cristianismo possui o Maior de todos os mestres, Jesus Cristo. Até aí sem problemas, exceto pelo fato de que o Dr. Freud era declaradamente ateu (embora judeu por nascimento)! E não só ele. A maior parte dos grandes pensadores da Psicologia ou eram ateus ou não exerciam efetivamente sua crença. A “descoberta” dos mecanismos mentais, seu funcionamento e seu tratamento trouxe a idéia de que as crenças religiosas eram puramente necessidades mentais e emocionais das pessoas. A relação com Deus refletia, nesse contexto psicológico, a relação com o próprio pai ou responsável e vice-versa, quer dizer que muitas vezes a relação com o pai se reproduzia na relação com Deus, explicando melhor, se alguém tivesse uma relação difícil com o pai, possivelmente essa relação seria assim com Deus ou mesmo não existiria. Enfim, as teorias psicológicas colocavam a questão da religião, principalmente o Cristianismo, como simples processos mentais inconscientes. Então, durante muito tempo a Psicologia afirmava que o ser humano tinha uma necessidade básica de segurança e, portanto, criava seus deuses e ídolos e essa relação era tão boa/ruim quanto era sua relação com seu próprio pai. Talvez daí tenha nascido a rivalidade entre a Psicologia e o Cristianismo. E, nesse caso, a rivalidade era maior justamente porque o Cristianismo fala de um Pai e este amoroso, cuidador, mas também punidor. Pronto. Feito o embate.
No entanto, com o passar dos tempos e com o desenvolvimento tecnológico, muitas evidências cristãs foram comprovadas e detalhadas. O ser humano passou a não ser tão cético. O embate entre ciência e religião foi aos poucos sendo jogado por terra à medida que muitos cientistas ateus, no objetivo de acabar de vez com essa “ilusão”, descrita pela Psicologia, de um Pai Onipotente, foram tomando consciência da importância física, mental e espiritual da fé religiosa e também das provas científicas e arqueológicas que apareceram, mostrando que a fé em um ser supremo, Deus e Jesus Cristo, não era um produto inconsciente e sim fatos históricos reais e sobrenaturais. Esses mesmos cientistas, diante das evidências, se converteram e admitiram a existência de um Ser Maior no comando do Universo.
A Psicologia não ficou atrás e se rendeu ao fato de que, dentre as diversas qualidades maravilhosas de Jesus, estava o fato de que Ele era o maior Psicólogo de todos os tempos. Jesus sabia lhe dar com o ser humano de modo extraordinário, curando não somente sua condição física, como mental e espiritual. O Sermão do Monte é além de todas as qualificações, uma grande exposição psicológica do comportamento humano, do que é e do que pode vir a ser se aceitarmos as verdades ditas neste Sermão.
Não é incomum que um paciente chegue à terapia com questões que envolvam a sua crença, seja por problemas com a doutrina de uma igreja, repreensões, comportamentos, dúvidas, inseguranças. Os absurdos que chegam às mentes mais frágeis põem em risco a fé e a saúde mental da pessoa. Por exemplo, quando algumas igrejas acusam o crente de não ter fé só porque desenvolveram uma depressão. Essas pessoas chegam ao consultório totalmente arrasadas física, mental e espiritualmente. Fica impossível o psicólogo ignorar a questão religiosa na vida do seu paciente. Há também o outro lado quando essa mesma pessoa arrasada chega ao consultório e à medida que a terapia se desenrola ela descobre que sua fé pode ajudar...e, de fato ajuda!
O psicólogo não deve estimular e nem desencorajar uma pessoa a seguir uma determinada religião. Esse não é o trabalho de um psicólogo idôneo. Na verdade, o psicólogo deve ser o mais imparcial possível. Mas isso não quer dizer que deva fechar os olhos para questões como a religião do seu paciente. Uma prova disso é que os médicos, recentemente, têm verificado o quanto a fé de um paciente pode ajudar na sua recuperação. A despeito do que podiam imaginar a fé, a crença, a certeza de que existe um Deus e um Salvador pode mudar radicalmente o rumo de uma vida, de uma doença, de um transtorno mental.
Alguns médicos já admitem em sua anamnese perguntas do tipo: qual sua religião? Ou qual é a sua fé? No que você acredita? É bem verdade que essas perguntas dão margem para que suas respostas sejam bem amplas, mas por enquanto estamos falando de religião, do religare, daquilo que nos liga ao Divino e que já basta como justificativa de que ciência e religião são sim compatíveis.
Assim, sendo a relação de Deus com a pessoa uma relação de necessidade básica ou não, a Psicologia descobriu que é uma relação acima de tudo, e é funcional, real, produtiva, curativa. E descobriu que tinha muito que aprender com o Cristianismo, principalmente a lidar com aquele ser humano frágil que está diante do profissional. Aos poucos, a Psicologia foi tendo em conta que ao invés de ser contrária ao Cristianismo, ambos podiam ser parceiros, cooperadores de um bem maior. Surge até mesmo a Psicologia da Religião que visa descrever o quanto essa ligação com o Divino influi em nossas vidas emocionais.
Hoje vemos que os psicólogos cristãos estão surgindo no mercado e procurados até mesmo por aqueles que não professam nenhuma fé. Isso porque a ciência aliada a religião forma uma dupla imbatível no combate às mazelas do povo. Uma possui o conhecimento técnico necessário para mostrar que a cura é real e a outra tem o conhecimento espiritual necessário para dar a segurança de que o conhecimento técnico foi dado por um Pai que ama seus filhos e não os abandona. Duas realidades fortes e complementares em prol do ser humano.