A curiosidade é minha marca principal. Procuro sempre investigar, conhecer, debater.

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Compartilhar o que aprendemos é deixar um legado para as futuras gerações. Além disso, é sinônimo de generosidade e também uma tentativa de ensinar a construir um mundo melhor, um mundo integral, onde tudo e todos importam porque são partes do todo. Compartilhar conhecimento é construir um mundo holístico.

segunda-feira, 26 de julho de 2021

 

LARGO, RASO, PROFUNDO

 

Gosto bastante da música Gita de Raul Seixas. Ela sempre provoca em mim diferentes reflexões. Me identifico bastante com um dos versos: “sou largo, raso, profundo”. Exatamente como me sinto algumas vezes. Mas percebam que nesse verso, há um paradoxo: como alguém pode ser raso e profundo ao mesmo tempo? Então, fiquei matutando sobre o que exatamente quer dizer "largo, raso, profundo"?

Talvez queira dizer as dimensões de sentimentos e seus momentos. Algumas vezes são largos, de grande extensão, um grande sertão, um grande mar, uma grande geleira...que sentimentos poderiam ser tão grandes que pudessem ser classificados como "largos"? O amor? O ódio? Os dois? Algum mais? Todos mais?

Mas os sentimentos também podem ser rasos. Esse não é, com certeza, o caso do amor. O amor nunca é raso. Nem do ódio. Mas bem que poderia ser o caso do preconceito! Poderia ser o caso da angústia, da mágoa, da tristeza. Enfim, que seja. Esses sentimentos deveriam sempre ter o caráter de rasos! Raso é aquele lugar de água em que "dá pé", ou seja, que podemos tocar o fundo e deixar a cabeça para fora d'água. Podemos sair dele fácil, podemos voltar a ele fácil. Mas eles nos parecem mesmo profundos! Temos a sensação de que não conseguiremos sair deles. O tempo passa devagar. Parece uma eternidade. No entanto, devemos lembrar que eles são rasos sim! Sairemos deles, com certeza. As coisas passam! Tudo tem seu tempo (já dizia Salomão no seu livro Eclesiastes). Nosso desespero é que nos faz pensar que estamos afundando, que não vai dar pé. De fato, esse é o caso do preconceito, da angústia, da mágoa e da tristeza e outros sentimentos negativos. Apesar de, quando estamos neles termos a sensação de que não sairemos fácil, eles são rasos, altamente passageiros. São apenas nossas percepções que fazem com que eles pareçam...profundos! O preconceito é um caso a parte. Ele é raso porque não tem fundamento, não tem lógica imaginar que uns são superiores a outros, mas ele é largo!! Ele é abrangente (infelizmente). Ele é fértil, promíscuo, raso e largo!

Mas quais são, então, os sentimentos profundos? Bem, ele não é plural. É um só: o amor! O amor é profundo, não "dá pé", mas incrivelmente é muito prazeroso sentir que o amor nos cobre e mesmo assim continuamos a... respirar! O amor pode tudo! E quem pode defini-lo? Camões já tentou, Vinícius de Moraes também (várias vezes) e outros tantos poetas que tentaram em vão colocar em palavras o que não pode ser codificado, porque é profundo. Nós somos feitos do amor. Nos perdemos dele pela vida, com certeza, mas ele, o amor, é nossa essência esquecida, profunda, pura. 

Não sou nem um pouco boba para tentar falar do amor aqui. Deixo para os especialistas, os poetas. (Mas duvido que consigam). Porém, o amor é algo inerente no ser humano, porque Deus nos criou Dele e para Ele, o Amor! Então, seja em discussões, debates, papos científicos, papos políticos ou de futebol, que sejam expostos com amor. O amor apaixonado, o amor vibrante, o amor que perdoa, pondera, anima, exorta, que "tudo sofre, tudo crê" (1 Coríntios capítulo 13). Esse amor, profundo, largo e nem um pouco raso é o que os gregos chamam de ágape. O amor Divino e inexplicável. 

A profundidade de cada ser está em sua essência de amor. Então, eu sou (somos, pode ser?), de fato larga porque sou uma imensidão como todos os seres humanos, mas também rasa, porque deixo que o mundo me torne muitas vezes superficial, e enfim, profunda porque minha essência é o amor que eu muitas vezes não entendo ou não ponho em ação mas que está lá. Vivamos com esse amor total que está dentro de nós e o mundo será transformado enfim.

O que vai nos salvar de tudo, não é a vacina, não são os remédios, e tampouco um grande herói político ou social, mas o Amor (agora com letra maiúscula porque Deus é Amor e o Amor é Deus). Vamos exercer o amor. Vamos amar como se não houvesse amanhã!

segunda-feira, 21 de junho de 2021

 


A COR FAVORITA DE DEUS

Vamos falar de preconceitos

Porque para com Deus não há acepção de pessoas. (Romanos 2.11)

No filme “A Cabana”, todas as vezes que o protagonista falava sobre alguma pessoa, a atriz que interpretava Deus, dizia “gosto especialmente dessa pessoa”. De tanto o personagem Deus falar isso, o protagonista perguntou “não há alguém que não seja especial para você?”. É claro que a resposta só podia ser “não”. Todos são especiais para Deus e Ele ama a todos de uma forma especial, individualizada, mas sempre na mesma intensidade. O Senhor não faz distinção entre uma ou outra pessoa. Mesmo que estas não confiem Nele ou não acreditem em sua existência. Deus não faz acepção de pessoas. Nós sim. Somos narcisistas de nascença! Tudo o que não é nosso reflexo, tudo o que é diferente de nós, é discriminado.

É claro que nem todos são assim.

Recentemente fui acusada de preconceituosa porque fiz uma pergunta que em nada tinha de preconceito, mas que de alguma forma foi ouvida como tal pela pessoa com quem conversava. Senti-me profundamente magoada com essa colocação porque nunca me considerei uma pessoa preconceituosa, mas eu precisava entender o que a pessoa que me acusou disso estava sentindo. Mas a essa altura o estrago estava feito e não houve jeito de fazer com que a pessoa entendesse que de forma alguma tinha exercido qualquer forma de preconceito com ela. Não poderia ser, afinal, tenho em minha vida pessoas que amo e que são consideradas, digamos assim: “diferentes” pela sociedade (permitam-me não revelar quem são porque não quero expor tais pessoas justamente por conta desse “despreconceito velado” da nossa sociedade).

O brasileiro, em sua maioria, é hipócrita. Diz não ser preconceituoso, mas é o povo mais preconceituoso e “qualquer-coisa-fóbico” que conheço. Aqui há preconceitos de tudo: cor de pele, opção sexual, religião etc, disfarçados em lemas e palavras de guerra que ecoam por algumas passeatas supostamente despretensiosas, mas altamente preconceituosas, porque expõem e iluminam com holofotes justamente aquilo que pretendem igualar! É um paradoxo.

Atualmente parece que há pandemias dentro da pandemia! E algumas parecem mais contagiosas e mortais do que a do coronavírus. A pandemia do preconceito, por exemplo, costuma ser muito contagiosa e muito mortal. E para conter essa pandemia, os governos do mundo começaram a criar leis e restrições que em si mesmas acabam sendo tão preconceituosas quanto o próprio preconceito. De novo o paradoxo.

O preconceito acaba por criar termos e leis que dão luz ao preconceito que querem inibir. Quando, por exemplo, falamos de leis de cotas para que negros e índios tenham chances de frequentar uma faculdade, na verdade estamos reforçando o preconceito já existente de que negros e índios são menos inteligentes e/ou inferiores, portanto precisam de uma chance. Mas não é esse o caso. Deus dotou cada um com inteligência. O que negros, índios, brancos, mulatos, homossexuais, heterossexuais, deficientes, “normais” etc precisam é que o governo dê condições de saúde, segurança e ensino necessários para o desenvolvimento de qualquer ser humano.

Vidas negras importam! Esse foi o grito de guerra no ano passado quando um policial branco matou um homem negro. O mundo se mobilizou contra essa atrocidade. Foi revoltante mesmo e tínhamos mesmo que “botar a boca no trombone”. Mas, antes de tudo, devíamos nos mobilizar muito mais contra o fato de ter ocorrido o assassinato de uma pessoa, não importando a sua cor! Um ser humano foi morto. Deus nos deu o Mandamento “não matarás” e não especificou sobre quem não devia ser morto. Sim, vidas negras importam, mas qualquer vida importa! Deus se importa com qualquer um, e, com certeza, nem sequer verifica a cor! Deus criou todas as cores! E tudo que Deus criou é bom, então, seja lá qual sua cor, ela não é melhor nem pior do que a outra, porque Deus valoriza a todas. Ela só é diferente! E viva a diferença! Deus nos fez únicos! Nem os gêmeos idênticos são totalmente idênticos! Cada um tem sua individualidade e beleza.

Quando falo em cores aqui, quero dizer não só a cor da pele, mas todos os fatores que são discriminantes, ou seja, falo do negro, do homossexual, da mulher, do deficiente, enfim, de todas essas pessoas que são discriminadas por não serem nosso espelho! Nós, costumamos nominar e diminuir tudo o que é diferente de nós, porque o “diferente” nos assusta. Por exemplo, os descendentes de Abrãao eram chamados de hebreus que naqueles tempos, no Egito, era quase um sinônimo para escravos. Isso porque eles eram um povo bem diferenciado dos egípcios e, é claro, mais numeroso. Os negros, em geral, são outro exemplo e bem semelhante ao exemplo dos hebreus. Eles são uma raça de estrutura física muito forte, mais do que os brancos, logo, para não se tornarem uma “ameaça”, foram escravizados e depreciados! É assim que funciona o preconceito.

No entanto, em Cristo Jesus, somos todos iguais, todos nivelados apesar de diferentes. Nossas diferenças dizem respeito a nossas funções diferentes e vidas diferentes, mas como disse Paulo em Colossensses 3.11 nessa nova vida já não há diferença entre gregos e judeu, circunciso e incircunciso, bárbaro e cita, escravo e livre, mas Cristo é tudo e está em todos.

Então, vamos deixar de lado as diferenças e as discursões de cores e escolhas e tratar cada um como especial. Vamos apenas ser iguais no modo de viver que Cristo nos ensinou, só assim veremos que nossas diferenças colorem a vida e a tornam mais bela e divertida. Deus não tem cor predileta e nem pessoa predileta porque Ele fez todas as coisas, então, todas as coisas são boas. O que nos deixou acromáticos foi o pecado, mas este, uma vez abandonado na cruz de Cristo devolveu nossas cores e vida.






segunda-feira, 17 de maio de 2021

2021

  Semana passada, recebi de minha cunhada um vídeo bem interessante. Nele, um professor falava sobre os tempos atuais do Brasil sob o governo do Sr. Jair Bolsonaro. 

Achei tratar-se de mais um desses vídeos políticos entediantes que são contra o governo ou a favor dele. Mas, por incrível que pareça, foi um vídeo (já disse) interessante, muito interessante. Confesso que não prestei muito atenção ao enfoque político do que era falado, mas sim na filosofia evidente no vídeo que versava sobre tempos que geravam tempos e crenças e comportamentos e até vírus! Descartei toda e qualquer fala contrária ao governo para me concentrar somente no que ele estava dizendo nas entrelinhas. E a fala dele se tornou atraente e me segurou diante do celular durante os quase 18 minutos do vídeo, o que é raro, porque não tenho nenhuma paciência para assistir vídeos que tenham mais do que 2 minutos de duração. 

Não vou expor o nome da pessoa do vídeo e nem vou repassar para ninguém porque, sinceramente, não quero ser conivente nem com um lado e nem com o outro da política. Estou do lado do Brasil e dos brasileiros. Sei que hoje em dia não há um "centrão" propriamente dito e formatado, o Brasil ficou dividido e surgiu até um neologismo para os que são a favor do governo: Bolsonarismo. Mas eu posso me dizer "apolítica". Me recuso a debater a política brasileira enquanto os brasileiros não se conscientizarem de que são "massa de manipulação" e "idiotas úteis" (esses termos não são meus, peguei emprestado do...vocês sabem quem). 

Mas é justamente sobre essa "massa de manipulação" que é interessante observar. No vídeo numa certa hora da explanação, o homem mencionou que agora existe um "universo midiático" (um universo da internet, da mídia) onde as pessoas que se bandeiam para lá são envolvidas e absorvidas de modo que não voltam e têm sua consciência alterada, como uma lavagem cerebral. Essa fala me fez pensar se o homem do vídeo não estaria criticando algo que ele mesmo estava fazendo naquele momento. 

Está difícil mesmo perceber o que é de um, o que é do outro e o que é nosso. Estamos inseguros, sem saber em quem acreditar. Os dois lados parecem ter ideologias coerentes, mas quem ganha dentro de nós? Como acreditar e em quem? 

Infelizmente o brasileiro é um povo inculto, banido das escolas e desestimulado a leitura, preparados somente para serem exatamente isso: massa de manipulação. Os políticos precisam mesmo de um povo fragilizado, sem saúde, sem estudo e sem segurança porque assim fica fácil de dominar, domesticar, adestrar.

É por isso mesmo que coloquei o título dessa postagem de 2021. Ops! Embaralhou as "catracas"? Não entendeu o que tem a ver o que estou falando com o título? Explico: foi uma forma de fazer referência ao livro 1984 de George Orwell, onde a história fictícia narrada mostra exatamente essa forma de manipulação mental e o estrago na população que sofre isso. Ao invés de 1984, coloquei 2021 tentando somente atualizar a data para o Sr. Orwell (que ele me perdoe o atrevimento!).

Bem, e daí? Vocês podem me perguntar. Há uma forma de nos livrarmos disso? Difícil, é a resposta. Mas "difícil", não impossível. Vivemos num mundo mal, globalizado e "internetelizado", fácil de "fazer a cabeça", ainda mais para os brasileiros, influenciáveis que somos, ignorantes e cerceados de todas as formas. Mas, como disse, não é impossível. O segredo está em seguir o conselho de Paulo, o apóstolo, em 1 Tessalonicenses 5.21: "Examinai tudo. Retende o que é bom.", ou seja, vamos treinar nosso pensamento crítico e examinar!! Não deixar que os outros examinem e falem por nós. Fazendo isso não ficamos facilmente manipulados. O importante é respirar fundo, aprender a gostar de ler, de pesquisar e sempre por a prova tudo o que é falado. Paulo também escreveu sobre sua admiração com os crentes de Bereia, que examinavam as Escrituras para saber se Paulo estava falando certo ou não. Temos que fazer isso. Não podemos dizer "amém" a tudo que nos falam. Temos que ser como os crentes de Bereia e verificar se o que estamos ouvindo é o que de fato está acontecendo, seja de um lado ou de outro. 

Os "Bolsanaristas" vibram quando a frase "conhecereis a verdade e a verdade vos libertará" é proclamada, e aplaudem e pensam "que sabedoria!", mas essa fala é manipulação! Ela se refere às verdade de alguém. Mas a verdade mesmo é que essa é uma fala de Jesus Cristo em João 8.32 e se refere a Ele mesmo como "A Verdade", ou seja, quando conhecermos Jesus (A Verdade - "eu sou o Caminho, A Verdade, e a vida" (João 14.6)) seremos livres de nossos pecados e da opressão. Viram como é perigoso não examinar as falas? 

É isso. Sejamos conscientes. 

A propósito, não deixem de examinar também esse texto, vai que estou falando "abobrinhas"!😉


terça-feira, 11 de maio de 2021


 CARVALHOS DE JUSTIÇA - A lição do carvalho

Na Bíblia, o profeta Isaías (Is 61.3) diz que foi enviado pelo Senhor para pregar boas novas, consolar os aflitos e libertar os cativos, para que, restaurados com essa Palavra, se tornem carvalhos de justiça. 

Muitas vezes fiquei pensando porque Isaías se refere especificamente a essa árvore, carvalho. Não poderia ele falar em amendoeiras, palmeiras, castanheiras, ou outra árvore qualquer? Então, fui pesquisar sobre os carvalhos e encontrei algo interessante, assustador e maravilhoso ao mesmo tempo. 

O carvalho é uma árvore que se fortalece, cresce e frutifica nas adversidades do tempo. Quanto mais ele se sujeita às intempéries, mais fortalecido sai delas, pois suas raízes se arraigam ao solo a cada tempestade, seu tronco se revigora, e a possibilidade dele ser extraído do solo pelos temporais diminui drasticamente, até se tornar nula. 

Por conta disso mesmo, o carvalho foi escolhido por Isaías, que com certeza sabia dessa peculiaridade da árvore, para nos comparar a ela. A árvore acabou sendo metáfora de resistência, resignação, submissão diante dos desígnios divinos. O carvalho representa a pessoa que não se revolta, nem desanima, mas procura triunfar sobre as adversidades porque sabe que o seu Senhor o fortalece.

Muitas vezes reclamamos das adversidades. Porém, o olhar por outro ângulo pode nos dizer sobre a lição de vida que aquele momento tem para nós. É essa observação e percepção atenta que irá nos forjar mais resistentes e inquebráveis diante das situações. 

É claro que isso não é tão simples. O carvalho é uma árvore, não tem muita escolha e não tem a consciência do bem e do mal. Nós sim. Então, para nós, suportar as adversidades é muito difícil. Passar por elas com serenidade e confiança é complicado. Porém, temos sempre que olhar para tais situações, mesmo depois que elas acabem (porque nada é para sempre nessa vida e tudo tem seu tempo certo (Ec 3.1-8)), e verificar que lição tiramos dela e como podemos usá-la em outros momentos semelhantes.

Somos (supostamente) racionais e devemos usar esse dom de Deus para ter uma vida mais tranquila e segura. Podemos ser, de fato, como os carvalhos. E mais ainda, como carvalhos de justiça plantados pelo Senhor para sua glória.

Os dias são tensos, perigosos e difíceis, mas por incrível que pareça, são esses dias que nos farão fortes e resilientes para enfrentar o tempo de bonança e o tempo de escassez.

Vamos tentar não fraquejar agora e sim tirar dessa tempestade a nossa força para continuar crescendo, como os carvalhos fazem.

(Fonte: https://www.infoescola.com/plantas/carvalho/ - acesso em 11/05/2021)

terça-feira, 27 de abril de 2021


 Nunca antes tivemos que conviver com a solidão tão de perto como agora. Se tem uma coisa que essa pandemia nos ensinou é como  é importante estar sempre perto de quem amamos.
Tivemos nesse último ano um vislumbre do que é se sentir sozinho. Seja em casa, no isolamento, ou mesmo numa situação de hospitalização. Agora, aconteça o que acontecer, precisamos ficar sós. 
Creio que a raça humana tinha se esquecido do quanto a solidão pode ser cruel. Muitas pessoas, com certeza, queriam muito estar sem ninguém por perto. Os jovens, por exemplo, tem mesmo essa característica de liberdade, de se livrarem das garras dos pais. No entanto, no momento em que isso nos foi imputado, nos sentimos tão desesperados que nossa única atitude foi fingir que esse vírus mortal era somente uma "gripezinha" e que atingia os mais velhos somente. 
Bem, o vírus se mostrou mais do que isso. Tivemos não só que lidar com a solidão, com o isolamento, como também com a proibição de um abraço, de um beijo, de um aconchego. E tem mais, tivemos que lidar com mudanças radicais em nosso ritmo de vida. Por força, tivemos que aprender mais sobre as tecnologias e tivemos que aprender novas rotas para chegar aonde queríamos.
O vírus é o vilão ou o inquisidor? Ele é o réu ou o juiz? Ninguém sabe. Aliás, ninguém sabe nada sobre esse novo personagem, esse novo ser* que se misturou na nossa sociedade como um alienígena com fome de destruição. Na verdade, esse novo ser precisa da nossa vida para viver e muitos de nós estão dispostos a colaborar. Sim, todas as vezes que negamos sua existência e andamos sem máscaras, não lavamos as mãos, não guardamos o isolamento e ainda utilizamos remédios que os especialistas desconsideram, estamos colaborando para que o vírus viva e nós morramos.
A única coisa que sabemos sobre esse ser intruso e intrometido é que ele mata. Nem todos morrem, é verdade, mas apenas aqueles mais frágeis, mais suscetíveis, mais apavorados. Será? E como saber se somos assim? Nossa percepção de nós mesmo tem estado muito confusa por toda essa modernidade. Nos moldamos, repaginamos, travestimos, transgredimos e "metaforsiamos". No final das contas, quem somos? 
O vírus não quer saber disso. Não importa. Importa somente que ele nos cercou e entramos em "xeque". Muitas pessoas estão loucas para terminar o jogo, mas outros têm tentado evitar o "xeque-mate" com veemência. 
Ok, temos um impasse: não podemos ficar isolados porque definhamos, deprimimos, abatemos, mas também não podemos ficar próximos porque contaminamos, espirramos, morremos. Não tem muito para onde correr, mas tem como contornar. A receita é: primeiro, sigamos as instruções dos especialistas. É o que temos. Segundo, procuramos ocupar nossas mentes com tudo o que podemos, mesmo que sejam coisas bobas ou até inúteis. Desde que façam com que nos sintamos em sociedade, a inutilidade das coisas passa a ser necessária e elas se transformam em úteis. Terceiro, vamos tentar fazer amizade com a solidão e tirar dela ensinamentos, novas rotinas, descobrimento de talentos adormecidos ou que nem sabíamos que tínhamos, ler, ouvir música, recordar. Ainda bem que temos a tecnologia. Hoje em dia não há ninguém na face da terra que não saiba usar um celular. Sim, eu sei, é pouco. Falta o toque. Mas pelo menos é um alento saber que a pessoa do outro lado do celular está bem e saudável e que as chances de abraçar essa pessoa de novo são grandes.
Tudo isso está escrito nas Escrituras. Pena que as pessoas não dão mais importância para a Palavra de Deus. 
Não vai melhorar. O amor quase se esfriará. A saída é tentar dizer para as pessoas que podemos ter uma chance se deixarmos Deus no controle.
Mas vai convencer essa gente?

sexta-feira, 5 de março de 2021


 É conhecido o fato, dentro da Psicologia, que a obra de Jung é carregada de elementos espirituais e místicos. No entanto, Jung lamentava a falta de empirismo da religião, o que daria força a existência da personalidade; e do sentido por trás da razão, que daria humanidade às ciências naturais. Para Jung, ciência e religião não se tocavam. Segundo consta, Jung decidiu ser psiquiatra porque, para ele a psiquiatria englobaria o campo comum da experiência dos dados biológicos (ciência) e dados espirituais (religião). Em sua concepção, esse seria o lugar do encontro da natureza e do espírito, onde ambos se tornam realidade.
Com Sigmund Freud, aconteceu o contrário: apesar de nascido na religião judaica, tornou-se um ateu após sua análise dos comportamentos humanos que culminaram com a descoberta de razões lógicas para todos eles, inclusive para a religião (isso de acordo com seu ponto de vista).
Esse "embate" entre Freud e Jung é bem representativo do "embate" entre psicoterapia e aconselhamento pastoral. Enquanto Jung veria um casamento perfeito entre as duas abordagens, Freud (podemos dizer) veria o aconselhamento quase que uma "heresia psicanalítica" por dois motivos: 1) sua teoria psicanalítica não permitia (e não permite até hoje) qualquer tipo de aconselhamento (para os psicanalistas mais ortodoxos nem a interação com o paciente é permitida, somente permite-se a escuta sem qualquer tipo de intervenção do psicanalista) e 2) aconselhamento pastoral seria algo puramente espiritual, coisa que Freud analisaria com a razão pura da psicanálise.
As questões filosóficas entre ciência e religião, ou mais especificamente entre Psicologia e Religião, são antigas e pouco concludentes. É comum uma passar os limites de atuação da outra porque ambas possuem em comum um único objeto de estudo e/ou interesse: o ser humano. Portanto, delimitar as ações de ambas as abordagens é, no mínimo, algo delicado, tal como uma cirurgia capilar. Muitas vezes as zonas de atuação se confundem mesmo. E, nesses casos, conselheiros e psicoterapeutas podem se fundir e, o que é pior, se confundir em suas atuações.


terça-feira, 28 de abril de 2020

A ORAÇÃO DE SALOMÃO


Um estudo sobre o porquê e como Salomão orou a Deus para que Ele atendesse a seu povo em vários momentos. Um desses momentos é bastante atual para nós. Veja o vídeo e faça seu comentário.

domingo, 15 de março de 2020

O CORONA
No ano da Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, 2020, temos vivido uma pandemia assustadora: o novo coronavírus, conhecido como Covid-19. Esse vírus tem se espalhado pelo mundo e assustado as pessoas porque tem havido mortes. Estamos constantemente em alerta e confinados. Eventos foram desmarcados e até aulas. Nunca se lavou tanto as mãos nesse mundo (forma mais eficaz de prevenção). No entanto, mais do que nos defendermos dessa situação, precisamos mesmo refletir o que esse ser microscópico e tão devastador tem para nos dizer. Ao mesmo tempo em que se busca a cura e vacinas e prevenções, devemos nos ater ao fato do momento em que isso apareceu e de tudo que está ao nosso redor e que fala sobre essa pandemia. Começando mesmo pelo fato de ser uma pandemia. Não se trata de um evento de uma nação específica e sim de todas as nações do mundo. 
Talvez o nosso principal pensamento seja "qual nossa responsabilidade nessa doença?". Somos seres integrais e o planeta também. Olhar para o corona é importante, mas tão importante quanto, é olhar para o que estamos vivendo em volta e como chegamos a isso. Somos, sim, responsáveis por isso. Como? Eis aí a questão principal. Somente respondendo a ela podemos ter um combate eficaz nessa doença.
Que tal pensarmos nas vezes em que devastamos nossas florestas, matamos a toa nossos animais, poluímos nossos rios e mares, lançamos gases tóxicos nos ares? Que tal pensarmos que nós mesmo provocamos nossa vulnerabilidade? Será que o corona teria aparecido se fôssemos mais responsáveis com nossas saúde e planeta? 
Nada é por acaso. Nada acontece do nada. Há sempre uma causa e, obviamente, um efeito. 
Temos que resgatar nossas consciências ecológicas e sociais. deixarmos de ser egoístas e mesquinhos e avarentos. Pode ser que não vivamos tempos mais tranquilos, mas nossos descendentes viverão se deixarmos preparados para eles. Por que não? Pensar que podemos fazer tudo não importando como e nem a quem porque não veremos os resultados é egoismo demais para ser verdade. 
Por fim, estejamos atentos ao que Jesus fala em Mateus 24, texto conhecido como "O princípio da dores" ou como "o pequeno Apocalipse". Trata-se de um sermão profético, dito por Jesus, a uns 2000 anos atrás. Ali, qualquer semelhança não é mera coincidência!
Acorda mundo! Desperta dessa hipnose e dessa lavagem cerebral!! A hora já chegou!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019


SEM DISCRIMINAÇÃO E COM RESPEITO

O corpo é uma ciência exata, não uma filosofia!





Essa semana li na revista que recebo do CFP, uma reportagem sobre atletas transgêneros. Mas não vou entrar no mérito (ou não) desse artigo e nem falar contra ou a favor de transgêneros. Mas preciso demais expressar minha indignação contra a relatividade da ciência nesses casos.
O texto começa com as seguintes perguntas:
Quais elementos determinam o sexo de uma pessoa? A existência ou não do cromossomo Y? O percentual de testosterona ou progesterona no corpo? Ou seria a forma como a pessoa se percebe?
Já na primeira pergunta, a resposta, mesmo para mim que sou leiga em genética e outras matérias da medicina, seria colocar na afirmativa as duas perguntas seguintes: a existência do cromossomo Y e o percentual de testosterona e progesterona no corpo!!! Isso é fato. O corpo é uma ciência exata e não uma filosofia. Homens possuem cromossomos XY e mulheres XX. Homens possuem mais testosterona e mulheres mais progesterona. Ponto. Não há relatividade nisso. E não há uma terceira opção. Não existe um cromossomo XXY que poderia descrever um transgênero. Infelizmente. Por mais que queiramos que isso seja verdade. Com isso, para certas atividades as mulheres não possuem estrutura física! Isso não impede que as mulheres exerçam quaisquer atividades consideradas mais masculinas. Por exemplo, serem estivadores! Mas a sobrecarga desse trabalho vai ser cobrada mais tarde. Da mesma forma para os homens. Nada os impede que façam algo considerado feminino, mas com certeza não será tão perfeito na maioria das vezes.
Homens e mulheres são diferentes! E viva a diferença! O que é lindo nisso tudo é justamente a diferença e não a igualdade! Devemos lutar pelas diferenças!
Mas, atenção!! As diferenças se equivalem, se igualam, quando falamos em justiça, em lei! Assim, para a lei, homens e mulheres possuem os mesmos direitos! São diferentes, mas iguais nas leis, inclusive nas Leis de Deus!
Estou falando que somos o que somos, não há como negar, mesmo que façamos cirurgias agressivas e mutiladoras, ou tomemos litros de hormônios, ou mesmo nos interessemos por alguém...igual! Uma vez mulher, pra sempre mulher. Uma vez homem, pra sempre homem! Não tem com fugir. Muitas pessoas tentando fugir disso ficam deformadas, esteriotipadas, ou mesmo morrem!
Não se reconhecer dentro do sexo de nascimento é papo para uma outra vez. Mas, de antemão fica claro que há algo de estranho nisso. Algo deu errado. Seja o que for, vale a pena investigar. Gostar do outro de mesmo sexo é uma coisa. Querer ser outra pessoa, é algo bem mais sério, grave e desesperador!

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

  ENVELHECER

ENVELHECER É UMA QUESTÃO DE TEMPO OU DE MENTE?
Ninguém pode duvidar que o envelhecimento acontece no corpo físico. Não podemos negar que o corpo, como uma máquina, aos poucos perde seu vigor e algumas coisas passam a não funcionar muito bem.
No entanto, a mente tem uma influência marcante nesse processo. Ela pode, inclusive, retardar o envelhecimento corporal. Pessoas que exercitam a mente têm maiores chances de desenvolver a longevidade e de chegar a uma idade mais avançada com saúde e vigor.
O exercício mental é importante também na prevenção de doenças como o Alzheimer e a Doença de Parkinson.
Exercícios simples e de pouco custo podem auxiliar bastante para o adiamento do envelhecimento.
Coisas como: montar um quebra-cabeça, palavras-cruzadas, xadrez, jogos de perguntas e respostas etc, são excelentes fontes de desenvolvimento da mente.
Mas nada supera uma boa leitura. Ler e estudar estão em primeiro lugar no rank dos exercícios bons para a mente.
A Bíblia é uma leitura extremamente importante em todos os sentidos. Você sabia que um doutorando precisa desenvolver uma tese onde se encontram em torno de cinco mil palavras diferentes? Pois bem, a Bíblia possui em torno disso, logo quando você lê a Bíblia é como se você estivesse fazendo uma tese de doutorado!
Além desses exercícios, podemos citar também a meditação. Estudos científicos têm mostrado que uma meditação diária de apenas quinze minutos, no mínimo, já é o suficiente para o aperfeiçoamento da memória e da mente. Então, procurar exercícios de meditação é outra dica muito boa para o desenvolvimento da mente e consequentemente do corpo e do espírito.
  
PERSPECTIVA DO FUTURO
Outro grande problema que as pessoas idosas enfrentam é quanto à perspectiva do futuro.
No nosso país, culturalmente, a aposentadoria tem um significado de fim do período produtivo e início da temporada de doenças e problemas. Mas em outros países, principalmente os orientais, isso não é verdade. Ainda hoje podemos ver em certos países um respeito marcante aos idosos como pessoas mais sábias. Isso porque uma pessoa que viveu mais...viveu mais! Possui mais experiência e pode com autoridade ensinar aos mais novos o caminho a seguir e principalmente o que não seguir.
Mas, infelizmente, alguns idosos acham que é o fim e que agora só precisam esperar a morte chegar.
Isso é uma mentira diabólica! O idoso pode e deve sim ser útil! Afinal, tudo que aprendeu durante toda a sua vida servirá para quê? Quem disso que um idoso não pode freqüentar uma faculdade, aprender outra língua, exercer uma profissão. Agora mais do que nunca ele pode tudo isso! Inclusive pode fazer aquilo que sempre desejou e nunca conseguiu porque tinha outras responsabilidades. Claro, há limites! Mas que são esses limites? Há tantos velhos que fazem coisas que os mais novos nem sonham. São atletas, correm, andam de bicicleta, nadam, enfim...
Há muitas coisas ainda a fazer! Portanto, o futuro do idoso tem um leque inimaginável de possibilidades.
Mas a maior delas é entender que para Deus não há aposentadoria!! O crente quando fica idoso tem que ter uma responsabilidade maior! Na Bíblia, encontramos pessoas como Abraão, Moisés, Josué e outros que trabalharam e eram bastante atuantes mesmo em idade avançada. A Palavra de Deus conta, por exemplo, que Moisés morreu em pleno vigor! (Dt 34.7).
Então, bola pra frente que há um futuro maravilhoso te esperando!

 A ARTE DE ENVELHECER
Mais uma vez, aquele que entra na terceira idade com a perspectiva negativa (chamamos em psicologia de expectativa catastrófica), com certeza irá ter problemas.
O envelhecimento deve ser encarado e vivido como uma fase natural da vida como as outras que passaram: a infância, adolescência, juventude, vida adulta. Todas essas fases são processos naturais e providências Divinas.
Sei que ninguém gosta de imaginar que se encontra na última etapa da vida. A expectativa da morte iminente é angustiante de fato. Mas, como Jesus disse: “Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida?” (Mt 6.27). Ninguém. Então o que temos a fazer é simplesmente viver aquilo que nos foi reservado por Deus. E viver bem, com saúde e feliz.
Mais do que qualquer outra fase da vida, a terceira idade é o momento de viver realmente. Agora se está mais experiente e consequentemente mais sábio. Sabe discernir melhor e optar pelo que é conveniente. Agora podemos viajar e fazer o que queremos porque os filhos estão criados, a carreira cumprida e a fé guardada (2 Tm 4.7). Essa é a hora! É agora e não antes e não depois.
Para saber como envelhecer basta ler a Bíblia e seguir os mandamentos de Deus e as muitas dicas de saúde que tem lá. Quer o exemplo de uma. Lá vai! Leia Mateus 6.25-34! É uma exortação para combater a ansiedade que é o grande mal do século, provocadora das grandes doenças!
Curta esse momento tão especial.
Sirva a Deus com o vigor dos seus muitos anos.
Exercite sua mente e corpo.
Relaxe, agora a vida é sua, toda sua!

quarta-feira, 21 de novembro de 2018


Erros, sim, cometemos. O importante é tomarmos consciência deles e de como consertá-los. Precisamos nos conhecer e conhecer nossos valores morais para isso. Além do mais devemos estar firmes na nossa autoestima e saber que escorregar acontece, levantar é mandatório, repetir o erro é inadmissível. Somos maiores que a soma dos nossos erros, portanto, competentes o suficiente para o arrependimento e o pedido de perdão e o ajustes de contas.

terça-feira, 6 de novembro de 2018

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              COMO LIDAR COM O ADOLESCENTE?      
                
O amor incondicional, por meio do qual a mãe aprova a imagem da criança, é substituído pelo condicional, ou seja, a imagem que ela espera, mas que o filho não sabe mais qual é.
Agora, para o adolescente os antigos cuidados e práticas amorosas são sentidos como invasões, porque ele sabe que seus pais os vêem diferente e toda ajuda compreensiva vem com um selo do tipo “Perigo, criança à vista”, mas ele agora não é mais uma criança!! O que fazer?
Quais as ferramentas para lidar com adolescentes?
– Conhecer bem cada adolescente, os seus pontos fortes, as suas fraquezas, amizades, etc.
– Revelar-lhe como é, o que lhe está a suceder e que sentido têm as mudanças que está a sofrer.
– Que conheça as suas limitações e as suas possibilidade.
– Ajudá-lo a esclarecer o que é a autêntica liberdade, distinguindo-a da libertinagem.
– Que desenvolva a virtude da fortaleza, para que possa fazer por si mesmo esforços pessoais.
– Fomentar a flexibilidade nas relações sociais.
– Sugerir atividades que lhe permitam estar ocupado.
– Que reflita nas influências negativas do ambiente, especialmente nas que derivam da manipulação publicitária e nas que motivam condutas sexuais desordenadas.
– Guiá-los para que adaptem as suas condutas às aspirações mais nobres e íntimas que descubram dentro de si.
– Que saibam desmascarar as manipulações publicitárias e as do meio ambiente, especialmente as do consumismo e tudo aquilo que não lhes permita meterem-se dentro de si mesmos e refletir.
– Que aprendam a procurar o silêncio, para que, sem medo, possam conhecer-se a si mesmos – a pensar e a refletir – e descobrir as suas mais profundas aspirações e fazer propósitos com decisão.
– Colaborar com eles para que descubram o valor e o respeito pela intimidade.
– Que se esforcem por pensar e refletir com rigor, evitando a superficialidade.
– A paciência e o amor, unidos a uma suave firmeza, são os recursos para libertar o jovem da esfera das suas impertinências.
– Evitar os enfrentamentos violentos. Permitir-lhe que se acalme perante as suas reações violentas.
– Manter a serenidade a todo o custo, para poder dialogar com ele.

Conhecer as companhias e os amigos do adolescente é muito importante, pois, é um momento de auto-afirmação, de buscar exemplos, ideais. Os pais devem ser claros e objetivos para ajudar a formar e manter relações positivas com seus filhos.
O jovem precisa conhecer as regras e os limites, presente em qualquer círculo social. “É importante que os pais mantenham o diálogo aberto e entendam que essa fase de mudanças é passageira, porém, importante na construção do futuro adulto.”
Para ensinar sobre a vida, é preciso ter tempo.
Não há uma “receita de bolo”, mas algumas dicas podem ajudar.
Frases do tipo “o que importa é a qualidade do tempo” são questionáveis. Perguntas sobre o sentido da vida, o amor, a morte etc surgem em momentos inesperados do dia. É bom que quem esteja ao lado para dar as respostas sejam os pais.
Os filhos precisam de exemplos. Quando os pais não estão presentes em suas vidas, eles vão procurar esses exemplos em outras pessoas...qualquer pessoa.
DISCIPLINA
Uma das coisas mais importantes ao criar um adolescente é prepará-lo para o dia em que ele sairá de casa e viverá como um adulto responsável.
O adolescente é ainda uma pedra preciosa que precisa ser lapidada (formatada). A disciplina fará isso. Ela vem da educação, valores, crenças e conceitos que o adolescente adquire na sua família, com seus pais. E são essas coisas que vão ajudá-lo a definir quem eles são e qual é o lugar ao qual pertencem.
Nessa idade, a palmada ou bater não é mais funcional. Esse recurso educativo agora passa a ser interpretado como uma violência irracional. A disciplina agora precisa buscar outros meios como diálogo ou sistema de recompensa/punição.
Agora é a hora dos pais mostrarem como agem os adultos, disciplinando com argumentos lógicos e contextualizados.
É certo que os adolescentes mesmo assim tendam a contrariar e responder. Então, tente jogar a questão de volta para eles. Coisas como: “deixa eu ver se entendi. Você disse que...”
“Por que pensa assim?”
“Como chegou a essa conclusão?”
“Vamos checar as alternativas”
Você verá que seu filho vai pensar e, na maioria das vezes, reconsiderar sua opinião. O adolescente está preparado para isso. Ele gosta de desafios, principalmente os intelectuais.
Não busque que seu filho seja uma cópia fiel de você, ao contrário,  ajude-o a desenvolver sua própria identidade e convicções dentro das normas éticas e morais.
Alguns adolescentes aprenderam desde crianças a insistir em um assunto até cansarem os pais e conseguirem o que querem.
A disciplina aqui segue o conselho de Jesus no Sermão do Monte em Mateus 5.37 – “seja o seu sim, sim e o seu não, não”. Mas não seja radical. Seja razoável. Peça ao seu filho a razão da sua insistência. Isso não vai (e não deve) invalidar sua decisão, apenas vai ajudar que seu filho reflita e que você o entenda melhor.
É claro que disciplinar não implica em ser pais perfeitos. Isso é utopia. Muitas vezes, você vai errar a mão e acabar magoando seu filho. Nesse caso, ainda como forma de disciplinar, reconheça seu erro e peça desculpas ao seu filho. Esse é um excelente exemplo.
DIÁLOGO
Para estabelecer uma conversa sadia e fazer com que o adolescente escute, é preciso acertar a dose entre rigidez e liberdade. Ser extremamente exigente vai deixar o jovem revoltado e sem qualquer disposição para o diálogo. Ao mesmo tempo em que abrir concessões demais passa a mensagem de que ele não é uma prioridade.
Como melhorar a conversa com o adolescente?
ü  Aprenda a escutar à não desdenhe do que o adolescente fala, não diga coisas do tipo “isso passa”. Escute com seriedade.
ü  Se os ânimos ficarem exaltados, evite piorar a situação elevando a voz ou brigando com o jovem. à na medida do possível espere que ele se acalme.
ü  Procure ter conversas sérias longe de familiares e amigos.
ü  Evite sermões e diálogos em tons de cobrança.
ü  Tente não ficar impondo suas próprias verdades. à faça com que ele reflita, mesmo que ele chegue a conclusão que você deseja. Sentir que ele tomou a decisão o deixa mais aberto ao diálogo. Tentar impor ordens garganta abaixo do adolescente não funciona.
ü  Não tente parecer adolescente. à a diferença de idades e funções devem estar claras.
ü  Procure conversar sobre tudo com seu filho.
ü  Não seja liberal demais. à ao contrário do que muitos pais pensam, a liberdade demais pode parecer ao jovem que os pais não se importam com ele.
ü  Monitore sua vida virtual, sem ser invasivo. à ele deve confiar em você.
RECOMPENSA E PUNIÇÕES
Estudos apontam que o adolescente responde melhor às recompensas do que às punições. E as recompensas nem precisam ser materiais. Um elogio pode fazer toda a diferença.
O sistema de recompensa possui um efeito psicológico melhor, como o aumento da auto-estima, senso de pertencimento e de aceitação grupal, influência positiva sobre o humor etc.
Em vez de castigo, restrição combinada, ou seja, a punição deve ser pré-estabelecida, antes de a falha acontecer.
O erro dos pais é usar mais restrição. Não se deve ter medo de desagradar o filho, mas deve-se saber quando dizer não.
A violência física ou verbal nunca deve ser usada como medida educativa. Ao bater e humilhar você ensina que essas são as maneiras de resolver problemas.
Também os pais devem evitar castigos intermináveis ou que ultrapassem mais de quatro dias, além da exposição do adolescente perante os amigos.